quarta-feira, 27 de maio de 2009

Ela se justificando

Sei que estou um pouco muito ausente, mas é por grandes causas profissionais e acadêmicas.
Tenho que correr com pesquisa etnográfica, tutoria, concurso que inventei de tentar (caso passe terei de adiantar em 6 meses a dissertação ainda estou tentado descobrir se consigo ), leituras para a construção da dissertação, para ser tutora, bem como para o concurso.

Tentarei postar sempre que der. Jajá essa fase acaba.

domingo, 24 de maio de 2009

Ele lembrando dela.

Tava ouvindo uma música de Caetano Veloso e me lembrei da minha pernambucana predileta:

"Encher de vãs palavras muitas páginas
E de mais confusão as prateleiras.
Tropeçavas nos astros desastrada
Mas pra mim foste a estrela entre as estrelas."


sábado, 23 de maio de 2009

Ele e o cinema na Bahia

Eu simplesmente não havia dado conta de que desde o dia 15/05 o filme Simonal - Ninguém Sabe o Duro que Dei, havia estreado aqui em Salvador. Este filme é uma obra prima que reflete de forma brilhante a trajetória do showman Wilson Simonal e explica (ou tenta explicar!) a sua conturbada queda. Eu tenho várias opiniões sobre o que aconteceu com ela, mas prefiro aqui somente convidar a todos e todas a assistirem esse filme magnifica e divertirem-se bastante com o maior cantor que o Brasil já teve, se acha exagero... assistam!



AQUI NA BAHIAAAA:

Espaço Unibanco de Cinema - Glauber Rocha - Sala 4 ( 148 lugares)
14:00; 16:00; 20:00

Sala de Arte - PAC - Ufba - SALADEARTE - UFBA ( 110 lugares)
14:00; 17:30; 21:00

Viva ao cinema de arte.

Ela e a chuva

Recife, 23 de Maio de 2009. 19:27 hs

Resolvi fazer um post meio introspectivo. Resolvi falar o que a chuva representa para mim.
Embora não goste de frio, de pés molhados ou de guarda-chuvas [se pudesse viveria embaixo de sol, de shortinhos e blusinhas e biquinis. Fato!], a chuva representa algo especial na minha vida. Sempre que estou em processo de mudança lá está ela. Sinto como se fosse renovação. Quando atinjo um objetivo que quero muito lá vem aquela massa de água para brindar minha vitória. Quando estou triste procurando uma resolução para os meus "problemas da idade", ou acadêmicos, ou até mesmo de família, eis que quem aparece?! Isso, a chuva.

Sei o tanto de mal que as chuvas dos últimos dias e semanas têm provocado no meu Estado e nos outros Estados do Nordeste e me preocupo muito, mas senti a necessidade de falar o lado positivo que elas podem ter, afinal, como gosto de falar: "ninguém é de todo ruim", ou, neste caso, cada é te todo ruim.

Desta maneira, gostaria de saber o que ela representa para quem, por ventura, ler este post. [Vamos interagir?!] =P

Termino o post com o trecho de uma música de Falamansa:

(...) experimente tomar banho de chuva
e conhecer a energia do céu
a energia desta água sagrada
que nos abençoa da cabeça aos pés (...)

Boa noite!

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Da Bahia ele diz que o estado tá doente

Epidemias de dengue, conjuntivite, desmoronamentos em Salvador, alagamentos, cidades submersas e um surto de infecções com hopitais lotados na capital baiana. A chuva veio e trouxe a tona todas as fragilidades do meu estado, que não são mostradas na TV. Eu estou aqui em casa doente, vendo TV, acessando a internet, lendo revistas e livros, tudo no sacrificio e na teimosia - segundo mainha- porque a conjuntivite não deixa eu fazer nada nos meus cinco dias de atestado.

Li o nono fasciculo da Caros Amigos Especial - Os negros, esse dedicado as religiões e mergulhei num universo litúrgico plural, onde desde as religiões de base cristã são ocupadas pelos negros e tomam a singularidade de nossa cultura. Uma parte em especial, que pergunta se o candomblé é a religião autêntica do negro é explicada por Joel Rufino de uma maneira bastante reflexiva e a transcrevo a seguir:

"Se estamos dizendo que há uma religiosidade original afrobrasileira, está certo. Se estamos dizendo que o negro, por ser negro, só deve ter o candomblé como religião, não. Há uma sutileza ai: religiosidade não é o mesmo que religião. Religiosidade é uma maneira de se relacionar com o mundo invisível (os deuses, os espiritos, os antepassados); religião é uma instituição social, quase sempre com livro sagrado, dogmas, e hierarquia entre os sacerdotes e entre estes e os crentes.

A religiosidade genérica dos africanos vive na dos brasileiros de hoje, tanto negros quanto não-negros. Qualquer religião que o negro pratique tem a marca dessa religiosidade fundamental. Sua marca é a falte de pretensão a religião única, que sirva a todoso os homens, em todos os lugares, como a cristã. Toda religião é exclusiva, só se pode ter uma de cada vez; já a religiosidade é inclusiva, pode-se ter várias ao mesmo tempo. O culto dos orixás pode ser praticado sem o crente renunciar a outras crenças e, até mesmo, ao ateísmo."

Em tempos de agonia e desespero, quando só a fé parece ser a solução para os problemas do estado é necessário que a gente olhe pra todos os lados, com respeito e integração irmã. Em tempos ruins onde cada um dos deuses, de cada religião são tão clamados, é importante que deixemos de lado a intolerância pois queremos sempre o melhor para todos e só a fé irmã, que rompe religiões e se concentra na religiosidade, fará com que sejamos melhores e mais humanos.

Da Bahia ele fala

Um ano quase e os dois enrolando pra concretizar essa idéia, mas agora que saiu vai ser cotidiano. Ela vai tá de lá dizendo e eu de cá, falando sobre as mesmas coisas de maneira diferente, respeitando a diversidade e a nossa autonomia no mundo, com razão e afeto. A sintonia permanece e segue a rima... Eu lhe amo mais!

De Pernambuco ela fala

Há quanto tempo mesmo planejamos fazer um blog nosso?! Um ano? Talvez dois? Enfim, não importa tempo, o que vale é dizer que o momento chegou!

Aqui pretendo colocar minhas impressões sobre o mundo, sobre as pessoas, sobre cores, sabores e aromas [poético, não?!] do meu lado pernambucano e ler as suas, daí da "Bahêa"
(do seu lado baiano), de forma a ter certeza que somos meio a meio, e que a sintonia primeira que tivemos permanece em nós!

Te amo!